Pegas de empurrar na cadeira de rodas: por que a altura da pega, a posição das mãos e o percurso influenciam o empurrar no dia a dia
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Pegas de empurrar na cadeira de rodas: porque a altura da pega, a posição das mãos e o percurso influenciam o empurrar no dia a dia
Quando uma cadeira de rodas é empurrada por familiares, amigos ou cuidadores, muitas pessoas reparam primeiro no peso da cadeira de rodas e no tamanho das rodas. Estes pontos são importantes, mas não explicam tudo.
Também as pegas de empurrar, a sua altura, a posição das mãos da pessoa que acompanha, os travões, o tipo de piso e o percurso escolhido influenciam o quão fácil ou cansativo é empurrar no dia a dia.
Este artigo explica porque as pegas de empurrar são mais do que simples pontos de apoio e no que as famílias podem reparar antes e depois da compra de uma cadeira de rodas.
Porque as pegas de empurrar são importantes
As pegas de empurrar são a ligação entre a pessoa que acompanha e a cadeira de rodas. Através delas, a cadeira de rodas é conduzida, travada, corrigida ligeiramente e controlada em zonas estreitas.
Quando as pegas estão bem acessíveis e são confortáveis na mão, a pessoa que acompanha pode empurrar com mais calma e segurança. Se forem demasiado baixas, demasiado altas ou tiverem uma forma pouco adequada, empurrar pode tornar-se mais cansativo rapidamente.
Especialmente em percursos mais longos, pequenas inclinações ou mudanças frequentes de direção, estes detalhes fazem-se notar.
A altura correta da pega
A altura das pegas de empurrar influencia a postura da pessoa que acompanha. Se as pegas estiverem demasiado baixas, a pessoa pode ter de se inclinar para a frente. Isso pode sobrecarregar as costas e os ombros.
Se as pegas estiverem demasiado altas, a posição dos braços pode parecer pouco natural. Também nesse caso, empurrar pode ser menos confortável, especialmente em percursos mais longos.
O ideal é uma altura de pega que permita à pessoa que acompanha manter-se direita e com os braços relaxados. Como as pessoas têm alturas diferentes, não existe uma altura perfeita para todos.
Posição das mãos e controlo
Ao empurrar, a pessoa que acompanha deve conseguir conduzir a cadeira de rodas com calma. Uma posição das mãos relaxada e segura ajuda a fazer pequenas mudanças de direção de forma controlada.
É importante não puxar de forma brusca nem mover a cadeira de rodas repentinamente para o lado com força. Movimentos calmos são mais confortáveis para a pessoa sentada e dão mais controlo à pessoa que acompanha.
Sobretudo em corredores estreitos, elevadores, lojas ou áreas de espera, uma condução calma com as mãos é particularmente importante.
Porque o peso não explica tudo
Uma cadeira de rodas leve costuma ser mais fácil de mover. Ainda assim, o peso não é o único fator. Também as rodas, os rolamentos, a forma da estrutura, o centro de gravidade e o tipo de piso influenciam o empurrar.
Uma cadeira de rodas pode parecer muito leve em piso liso, mas exigir muito mais esforço em calçada, carpetes ou numa ligeira inclinação.
Por isso, uma cadeira de rodas não deve ser avaliada apenas pelo peso. O decisivo é como ela se movimenta no ambiente real.
Empurrar em espaços interiores
Em casas, instituições de cuidados ou consultórios médicos, os percursos curtos, as curvas apertadas e as portas estreitas são muitas vezes decisivos. Aqui, o que conta menos é a velocidade e mais o controlo da direção.
A pessoa que acompanha deve conseguir conduzir a cadeira de rodas perto de móveis, caixilhos de portas ou outras pessoas. Para isso, ajudam pegas de empurrar bem acessíveis e uma cadeira de rodas que reaja com suavidade a pequenos movimentos.
Também dar marcha-atrás ou fazer pequenas correções pode ser importante em espaços interiores. Para isso, a pessoa que acompanha deve ter espaço suficiente atrás da cadeira de rodas.
Empurrar ao ar livre
No exterior, passeios, calçada, rampas, lancis e pequenas irregularidades alteram significativamente o empurrar. A pessoa que acompanha muitas vezes tem de aplicar mais força e, ao mesmo tempo, agir com mais antecipação.
Em pisos irregulares, é importante avançar devagar e evitar solavancos. Os pequenos obstáculos devem ser enfrentados, sempre que possível, de forma direita e controlada.
Também o percurso faz diferença. Um caminho um pouco mais longo, mas plano e liso, pode ser mais confortável do que um trajeto curto com muitas irregularidades ou forte inclinação.
Travões e paragens curtas
Ao empurrar, os travões desempenham um papel importante. Em paragens curtas, durante transferências ou enquanto se espera, a cadeira de rodas deve ficar segura e estável.
A pessoa que acompanha deve saber onde estão os travões e como utilizá-los corretamente. Isto é especialmente importante antes da transferência, em declives ou ao estacionar.
As pegas de empurrar ajudam a conduzir a cadeira de rodas, mas não substituem travões corretamente utilizados.
Comunicação entre utilizador e pessoa que acompanha
Empurrar bem não é apenas técnica. É também comunicação. A pessoa sentada deve saber quando a cadeira de rodas vai avançar, travar, virar ou passar por uma saliência.
Pequenas indicações como „Agora vamos arrancar devagar“ ou „Aqui há uma pequena saliência“ podem ajudar a que a pessoa na cadeira de rodas se sinta mais segura.
Especialmente com pessoas idosas ou utilizadores inseguros, uma comunicação calma pode tornar o dia a dia muito mais agradável.
Erros típicos ao empurrar
Algumas situações podem tornar o empurrar desnecessariamente difícil ou inseguro. Entre elas estão:
- empurrar demasiado depressa em zonas estreitas,
- movimentos bruscos,
- passar por saliências sem aviso prévio,
- estacionar sem travar,
- empurrar em forte declive sem controlo,
- sacos demasiado pesados na cadeira de rodas,
- posição das mãos agitada nas pegas.
Muitos destes erros podem ser evitados com movimentos mais lentos, melhor percurso e combinação clara de ações.
No que prestar atenção antes da compra
Se uma cadeira de rodas for frequentemente empurrada por uma pessoa que acompanha, devem ser colocadas algumas questões antes da compra:
- Qual é a altura da pessoa que acompanha?
- As pegas de empurrar estão bem acessíveis?
- A cadeira de rodas será empurrada sobretudo no interior ou no exterior?
- Existem muitas rampas, saliências ou caminhos irregulares?
- A cadeira de rodas tem de ser transportada frequentemente no automóvel?
- Os travões são de fácil acesso e simples de compreender?
- Quanta força consegue a pessoa que acompanha, realisticamente, aplicar?
Estas perguntas ajudam a avaliar a cadeira de rodas não só do ponto de vista da pessoa sentada, mas também do ponto de vista da pessoa que acompanha.
Conclusão: um bom empurrar resulta da técnica, do percurso e da coordenação
Se uma cadeira de rodas é fácil e confortável de empurrar, isso não depende apenas do peso ou do tamanho das rodas. As pegas de empurrar, a altura da pega, a posição das mãos, os travões, o tipo de piso e o percurso também desempenham um papel importante.
Quando a cadeira de rodas e a pessoa que acompanha combinam bem, o dia a dia torna-se mais calmo e mais agradável. Por isso, as famílias não devem perguntar apenas se a cadeira de rodas é confortável, mas também quão bem ela pode ser conduzida no dia a dia real.
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